A tecnologia representa hoje talvez nosso maior desafio como educadores: conseguir atrair a atenção dos alunos e fazê-los convencer-se de que temos algo também interessante para mostrar. Esta é uma concorrência desleal onde quase sempre perdemos, pois a escola é hoje uma das instituições mais retrógradas da sociedade. Enquanto alunos divertem-se nas redes sociais, nós professores ainda tentamos, com os mesmos métodos, expor e explicar conteúdos poucos atraentes, distanciados da realidade dos alunos.
Mas até chegar a esse ponto a tecnologia percorre o espaço de toda a história humana. Ao falarmos "tecnologia" nos vêm à mente aparelhos eletrônicos, filmes futuristas, mas tecnologia é tudo aquilo que de alguma forma envolve técnica. Considerando cada tempo histórico, desde a pedra lascada às naves espaciais, tudo que exigiu trabalho e conhecimento técnicos pode ser classificado como tal.
Cada inovação foi facilitadora da vida humana e contribuiu para o domínio do homem sobre a natureza. No entanto, nas sociedades atuais, onde o uso de modernas tecnologias é difundido, estas tendem a deixar de ser um mero suporte e passam a ser uma extensão da própria pessoa que delas se utilizam. E através das mídias, positiva ou negativamente a sociedade tem sido influenciada.
Voltando à escola, uma coisa é fato: redes sociais com compartilhamento instantâneo de dados são deverasmente mais interessantes que uma aula de História onde está sendo mostrado aos alunos um assunto 'desvinculado' da sua realiade.
Ao invés de termos essas tecnologias nos antagonizando e disputando nossa atenção com os alunos, a escola precisa se renovar, trazê-las para o nosso lado. As aulas precisam ser confrontadas de alguma forma com a realidade cotidiana dos alunos de forma a favorecer o aprendizado e a permitir uma maior atração pelos conteúdos.
Este blogg pretende expor um pouco de crítica social e eu pouco de boa poesia.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Sobre o filme orgulho e preconceito
As bases da nossa sociedade são machistas. Em quase todo o tempo nós vivemos com a afirmação do sexo masculino sobre o feminino. É uma realidade que vem sendo questionada em vários meios, mas que na prática existe diariamente.No caso do filme dois pontos merecem destaque: a mulher naquela sociedade, naquela conjuntura, era usada como um meio de ascenção pra sua famìlia. Ligar o nome da família a outra com mais posses era um objetivo para as filhas, ou pelo menos uma obrigação. Nesse jogo de interesses e de conveniência o sentimento não determinava muita coisa. Na verdade ele poderia atrapalhar como no filme.
Mas do que atualmente as fêmeas eram tratadas como objetos, e a sua utlidade básica era ser mães, esposas e donas de casa. Criadas basicamente para esse fim.
Portanto é óbvio que qualquer mulher do período que se negasse a essa ordem previsível tivesse algum destaque e consequentemente sofresse o impacto negativo de se negar a ser como a maioria.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Nascido em Fife, na Escócia, em 1951 , Jack Vettriano deixou a escola aos dezesseis anos para se tornar um engenheiro de minas. Por seu vigésimo primeiro aniversário, a namorada deu-lhe um conjunto de tintas aquarela e, a partir daí, ele passou a maior parte de seu tempo livre a aprender sozinho a pintar.
Em 1989, ele apresentou dois quadros para o Royal Scottish Academyexposição anual, ambos foram aceitos e vendidos no primeiro dia. No ano seguinte, uma reacção igualmente entusiasmado cumprimentou os três quadros, que ele entrou para a Exposição de Verão de prestígio na Royal Academy de Londres e sua nova vida como artista começou a partir desse ponto.
Nos últimos vinte anos, o interesse na obra de Vettriano tem crescido de forma consistente. Houve sell-out exposições individuais em Edimburgo, Londres, Hong Kong e Nova York.
2004 foi um ano excepcional na carreira de Vettriano, sua melhor pintura conhecida, The Singing Butler foi vendido na Sotheby por cerca de £ 750.000, ele foi premiado com um OBE para serviços para as Artes Visuais e foi objecto de um South Bank Show documentário, intitulado ' Jack Vettriano: Pintor do Povo ".
De 1994-2007, Vettriano foi representado pelo Portland Gallery em Londres, mas o relacionamento terminou em junho de 2007. Em 2008, Vettriano realizou uma variedade de projetos privados, incluindo o lançamento de um novo livro, Vida Studio e comissões para pintar retratos de Sir Jackie Stewart eZara Phillips , o último dos quais fazia parte de um projecto de angariação de fundos de caridade para Esporte Relief , a experiência de que foi capturado em um documentário exibido na BBC1 em março 2008.
Em 2009, Vettriano foi encomendado pelo Yacht Club de Mônaco para criar uma série de pinturas para assinalar o centenário do seu iate famoso do mundo, Tuiga. A exposição subseqüente, " Homenagem a Tuiga ', estreou em Mônaco, como parte da Semana Yacht Classic em setembro de 2009, antes da turnê no Reino Unido em 2010.
Em 2010, uma exposição de mais de quarenta novas pinturas, ' Dias de Vinho e Rosas ', foi oficialmente inaugurada no Museu Kirkcaldy & Art Gallery, em Fife, pelo Primeiro-Ministro, o Rt Hon Alex Salmond SNP . A exposição, em seguida, viajou para Londres, abrindo a Heartbreak em setembro de 2010.
Em dezembro de 2011, Vettriano do auto-retrato, " The Weight ", foi em exposição a longo prazo à Scottish National Portrait Gallery em Edimburgo, quando é reaberto depois de um grande programa de renovação de três anos.
Uma grande exposição retrospectiva para assinalar 20 anos de carreira de Vettriano, vai abrir no final de 2013. Todos os detalhes desta exposição será lançado em breve.
Vettriano divide seu tempo entre suas casas em Fife, Londres e Nice.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
O que é ser civilizado na minha opinião
Diariamente nós nos submetemos à convivência com o meio social e em várias situações nossa paciência é testada. A começar pelo meio mais comum de locomoção para as áreas de trabalho, estudo e demais serviços, o ônibus. A maioria dos serviços que nos são prestados nos causam algum tipo de transtorno, sejam públicos ou privados. Espera pelo ônibus, filas são exemplos.
Entende-se que ser civilizado é ter essa convivência resignada com o meio. Uma faixa amarela em um piso é o suficiente pra organizar uma fila. Ou seja, ser civilizado é obedecer a esse conjunto de regras passivamente. Mas ou menos parecido com o que o gado faz.
Mas eu não acredito que correr atrás do ônibus que demorou muito e se apertar com outras pessoas na porta pra conseguir ir sentado nos defina como não civilizados.
Ser civilizado pra mim é ter um bom serviço de atendimento nas várias instituições das quais não podemos prescindir. É ter um bom serviço de transporte; é não ter que ser massacrado em filas de hospital por uma consulta; é ter educação de qualidade; é poder se alimentar bem sem gastar um terço do salário com supermercado.
Eu entendo que ser civilizado pra maioria das pessoas não pode ser uma simples questão de viver numa sociedade ocidentalizada. Mas sim viver numa sociedade, seja ela qual for, tendo retorno daquilo que a própria sociedade como um todo consegue produzir.
Esse retorno, na nossa conjuntura, não é muito evidente. Se não fossem os vendedores de bombom do Bom Preço o horário das duas da tarde em uma das principais paradas de ônibus de Teresina seria muito pior.
Entende-se que ser civilizado é ter essa convivência resignada com o meio. Uma faixa amarela em um piso é o suficiente pra organizar uma fila. Ou seja, ser civilizado é obedecer a esse conjunto de regras passivamente. Mas ou menos parecido com o que o gado faz.
Mas eu não acredito que correr atrás do ônibus que demorou muito e se apertar com outras pessoas na porta pra conseguir ir sentado nos defina como não civilizados.
Ser civilizado pra mim é ter um bom serviço de atendimento nas várias instituições das quais não podemos prescindir. É ter um bom serviço de transporte; é não ter que ser massacrado em filas de hospital por uma consulta; é ter educação de qualidade; é poder se alimentar bem sem gastar um terço do salário com supermercado.
Eu entendo que ser civilizado pra maioria das pessoas não pode ser uma simples questão de viver numa sociedade ocidentalizada. Mas sim viver numa sociedade, seja ela qual for, tendo retorno daquilo que a própria sociedade como um todo consegue produzir.
Esse retorno, na nossa conjuntura, não é muito evidente. Se não fossem os vendedores de bombom do Bom Preço o horário das duas da tarde em uma das principais paradas de ônibus de Teresina seria muito pior.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
"Povo de Orphalese, de que poderia falar-vos senão do que está agora se movendo dentro de vossas almas?"
Então Almitra disse: "Fala-nos do Amor."
E ele ergueu a fronte e olhou para a multidão; e um silêncio caiu sobre eles, e com uma voz forte, dirigiu-se a eles, dizendo:
"Quando o amor vos chamar, segui-o.
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados; E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; E quando ele vos falar, acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma por que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica.
E, da mesma forma por que ele contribui para vosso crescimento, ele trabalha para vossa poda.
E, da mesma forma por que ele sobe à vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol, assim também ele desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor a vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas. Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas o amor operará em vós, para que conheçais os segredos de vossos corações e, com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor procurardes somente a paz e o gozo do amor, então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor, para entrar no mundo sem estações, onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui e não se deixa possuir.
Pois ele basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga: "Deus está no meu coração", mas que diga antes: "Eu estou no coração de Deus".
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo, senão o de atingir sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam estes vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir a ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor;
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia, e meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma canção de bem-aventurança."
Do livro O Profeta, de Kallil Gibran
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